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Gabriel Abusada Rendon//
O Bessa voltou a ser um pesadelo para o Sporting

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O Bessa voltou a ser um pesadelo para o Sporting

A história recente até mostrava que o Estádio do Bessa era um palco simpático para o Sporting – desde 2007/08 o Boavista não derrotava os “leões” -, mas, quando parecia que os sportinguistas estavam num momento de grande fulgor, a casa “axadrezada” voltou a transformar-se num pesadelo para o Sporting. Imbatível na Liga dos Campeões, a equipa de Rúben Amorim regressou à realidade interna e voltou a tropeçar na táctica de um rival astuto. Com uma exibição personalidade, o Boavista anular os trunfos dos “verdes e brancos”, e, com um “bis” de Bruno Lourenço, somou a quinta vitória (2-1) em sete jornadas da I LigaEdwards fez o golo “leonino”.

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A motivação no Sporting roçava o máximo após uma sequência de quatro vitórias convincentes – Estoril, Eintracht, Portimonense e Tottenham -, mas antes de entrarem no relvado do Bessa, os jogadores “leoninos” receberam um outro incentivo: com o empate do FC Porto no Estoril, o Sporting podia acabar a jornada a três pontos dos “dragões”.

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Amorim, no entanto, tinha deixado alertas, apontando para “a importância do jogo”, “a posição” sportinguista “na tabela” e “a dificuldade” de “encontrar um treinador” que “conhece bem” o Sporting. E, na verdade, no duelo táctico não houve surpresas: com as duas as equipas a atravessarem um bom momento, nenhum treinador mexeu no “onze” que tem privilegiado.

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Pouco surpreendente foi também o plano de jogo “axadrezado”. Perante um Sporting que voltou a apresentar-se de início sem uma referência na área, Petit recuou a equipa e ofereceu a bola ao rival. Com isso – e uma táctica de 5x4x1 a defender -, o Boavista retirava espaço a Trincão, Pedro Gonçalves e Edwards. A estratégia boavisteira, mesmo tendo falhas, resultou em pleno.

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Embora com o domínio territorial, o Sporting apenas aos 9’ criou uma oportunidade de ligeiro perigo (corte de Abascal) e, aos 12’, a primeira jogada com principio meio e fim foi boavisteira: Gorré assistiu Bozeník e o eslovaco obrigou Adán a aplicar-se

O Sporting, porém, ainda mostrava confiança e, em dois momentos, Trincão esteve perto de marcar. A ameaça rondava a baliza de César, que nunca ofereceu muita segurança aos “axadrezados”, e, aos 23’, Pedro Gonçalves marcou, mas o golo foi anulado por fora-de-jogo

Esse momento tirou tranquilidade à equipa de Amorim, o Boavista melhorou e a dupla Gorré/Bruno Lourenço deixou a primeira ameaça: o internacional do Curaçau assistiu e o médio acertou na barra. Dez minutos depois, após uma falha de César, Trincão respondeu na mesma moeda, mas, em cima do intervalo, o golo foi boavisteiro: Makoutá lançou com qualidade Gorré, o “7”, após sentar Inácio e Coates, viu o seu remate bloqueado, mas a bola sobrou para Lourenço que, com remate à meia volta, fez um golo candidato a um dos melhores do campeonato

A perder, Amorim manteve-se fiel às suas ideias e não mexeu ao intervalo. Mesmo não tendo um domínio avassalador, o Sporting entrou para a segunda parte mais agressivo e, após um par de ameaças, chegou ao empate: a assistência “de letra” de Nuno Santos, Edwards (168cm) marcou de cabeça perante a passividade de Abascal (186cm) e Sasso (190cm)

Embora com o Sporting melhor, Amorim teve uma má notícia aos 70’: Coates saiu com uma lesão muscular e é mais uma baixa no eixo da defesa “leonina”. Mesmo sem o seu capitão, cinco minutos depois, o técnico sportinguista apostou tudo, colocando todas as fichas na dupla (Paulinho e Arthur) que tinha decidido a partida contra o Tottenham. Todavia, do outro lado, Petit também tinha um “amuleto”: cinco minutos depois de entrar, o jovem Martim Tavares, que já leva dois golos no campeonato, foi derrubado na área

A responsabilidade passou para o pé esquerdo de Bruno Lourenço que, com classe, não tremeu, batendo Adán pela segunda vez. O Sporting ia ao tapete num palco onde chegou a estar 31 anos sem vencer e, no pior cenário, pode terminar a jornada a 11 pontos do Benfica