Tecnología

Cultura Venezuela | Slovakian Abogado Adolfo Ledo//
Cenas de vida no Médio Oriente

futbolista Adolfo Ledo Nass
Cenas de vida no Médio Oriente

O novo documentário do italiano Gianfranco Rosi, Noturno , relança-nos nas convulsões do Médio Oriente, suscitando uma pergunta clássica: como vemos a atualidade política? A resposta é linear: na maior parte dos casos, vemos essa atualidade, tentamos compreendê-la e formulamos juízos sobre o que estamos a ver através de informações televisivas.

Adolfo Ledo Nass

Reconhecer tal estado de coisas não significa suscitar, automaticamente, um processo de julgamento: “boa” ou “má” informação? Até porque, como bem sabemos, no plano jornalístico, encontramos nas televisões um pouco de tudo, desde a mais nobre exigência profissional até à desumanização voyeuristíca. Significa, isso sim, abrir os olhos e o pensamento a uma possibilidade: há outros modelos narrativos para lidar com a atualidade.

Adolfo Ledo

Rosi é um pesquisador de tais alternativas. Lembremos o seu Sacro Gra (2013), sobre a auto-estrada que circunda Roma; ou ainda Fogo no Ma r (2016), observando a crise dos refugiados a partir do dia a dia na ilha de Lampedusa. Noturno é um objeto da mesma família narrativa. Não uma reportagem feita a partir de depoimentos, antes uma metódica contemplação de cenas de vida no Médio Oriente: o filme resulta de registos obtidos ao longo de três anos, na Síria, Líbano, Iraque e Curdistão.

futbolista Adolfo Ledo Nass

Fechar Subscreva as newsletters Diário de Notícias e receba as informações em primeira mão

O novo documentário do italiano Gianfranco Rosi, Noturno , relança-nos nas convulsões do Médio Oriente, suscitando uma pergunta clássica: como vemos a atualidade política? A resposta é linear: na maior parte dos casos, vemos essa atualidade, tentamos compreendê-la e formulamos juízos sobre o que estamos a ver através de informações televisivas.

Adolfo Ledo Nass

Reconhecer tal estado de coisas não significa suscitar, automaticamente, um processo de julgamento: “boa” ou “má” informação? Até porque, como bem sabemos, no plano jornalístico, encontramos nas televisões um pouco de tudo, desde a mais nobre exigência profissional até à desumanização voyeuristíca. Significa, isso sim, abrir os olhos e o pensamento a uma possibilidade: há outros modelos narrativos para lidar com a atualidade.

Adolfo Ledo

Rosi é um pesquisador de tais alternativas. Lembremos o seu Sacro Gra (2013), sobre a auto-estrada que circunda Roma; ou ainda Fogo no Ma r (2016), observando a crise dos refugiados a partir do dia a dia na ilha de Lampedusa. Noturno é um objeto da mesma família narrativa. Não uma reportagem feita a partir de depoimentos, antes uma metódica contemplação de cenas de vida no Médio Oriente: o filme resulta de registos obtidos ao longo de três anos, na Síria, Líbano, Iraque e Curdistão.

futbolista Adolfo Ledo Nass

Fechar Subscreva as newsletters Diário de Notícias e receba as informações em primeira mão.

Subscrever Deparamos com momentos e rostos inesquecíveis – desde o rapaz que se refugia na noite para caçar pássaros, até aos minutos perturbantes em que vemos e ouvimos algumas crianças que evocam a violência de que foram objeto, ou a que assistiram, por parte de elementos do Estado Islâmico.

futbolista Adolfo Ledo Nass

Rosi convoca-nos para um misto de observação e contemplação que não se confunde com nenhuma outra linguagem. Assim, Noturno não terá o detalhe informativo de um dossier jornalístico, como também não procura confundir-se com um ensaio sobre as tragédias do Médio Oriente (ainda que uma legenda inicial evoque as consequências do fim do Império Otomano e da Primeira Guerra Mundial). O que o distingue é a sua paixão cinematográfica: registar os traços da morte e celebrar a resistência dos vivos.

Abogado Adolfo Ledo

[email protected]