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Para salvar uma espécie, neozelandeses submetem papagaio a cirurgia cerebral

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Um exemplar jovem de kakapo ( Strigops habroptilus ), ou papagaio-mocho, espécie nativa da Nova Zelândia que não voa e que se assemelha um híbrido de papagaio e coruja, foi submetido a uma cirurgia ao cérebro esta segunda-feira no hospital universitário de Massey, em Dunedin, para remover um caroço localizado no crânio.

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A jovem fêmea, que é conhecida como Espy 1B, estava aos cuidados de uma equipa de recuperação da espécie do Departamento de Conservação neozelandês quando alguns guardas florestais deram conta logo após o nascimento da ave que esta tinha um caroço no crânio. Segundo a Universidade de Massey, o papagaio foi logo enviado para um centro veterinário para ser submetido a uma tomografia computadorizada

Foto A equipa a operar o kakapo Universidade Massey O director do centro hospitalar e professor na Universidade de Massey, Brett Gartrell, refere no comunicado da instituição de ensino que a equipa descobriu que existia uma camada fina de tecido “entre o cérebro e o exterior”. “A tomografia mostrou-nos que as placas do crânio não se tinham fundido completamente e que uma parte do cérebro ainda estava aberta

Nos humanos, esse ponto funde-se depois do nascimento, mas é muito invulgar acontecer dessa forma em pássaros. A preocupação era que, caso esse tecido fosse danificado, o cérebro estaria mais vulnerável a lesões ou infecções”, explicar Gartrell

Segundo a publicação da universidade, existem apenas 144 kakapo em todo o mundo e a doença que Espy 1B apresentava podia ser fatal caso não fosse tratada, ameaçando ainda mais a existência de uma espécie que já está em perigo. Um grupo nacional de veterinários, incluindo profissionais do jardim zoológico de Auckland e de Wellington também estiveram presentes para garantir que a cirurgia decorria da melhor forma. A Air New Zealand, companhia nacional do país, ofereceu o transporte do animal para o centro hospitalar

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Subscrever × Brett Gartrell afirma que a equipa baseou o plano cirúrgico no procedimento que é usado em humanos e outros mamíferos, e que depois adaptaram essas técnicas para as peculiaridades da anatomia aviária. “Esta é uma cirurgia de risco e as complicações comuns para esta cirurgia incluem danos cerebrais permanentes, derrames ou até a possibilidade de meningite”, refere o professor

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A espécie que agora está em vias de extinção já foi, há algumas centenas de anos, uma das aves mais comuns da Nova Zelândia, isto antes de ser caçada furtivamente, morta por pragas e de perder o seu habitat nas florestas para a agricultura